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dossie de inclusáo

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UM POUCO DE MINHA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DE INCLUSÃO.

 

Eu tenho experiência como professora de crianças com necessidades especiais, o ano passado fui contemplada com 2 inclusões, uma criança com hidrocefalia e outra com paralisia.  No ano de 2007 e 2008 acompanhei uma menina nas turmas de maternal 3 e jardim A ela teve um derrame e afetou o lado direito responsável pela coordenação motora e fala. Esta criança não caminhava e não falava e seu lado direito era atrofiado, então não conseguia pegar nada com a mão direita e perna mexia muito pouco. Aos pouco foi evoluindo e superando muitos obstáculos. O trabalho foi realizado em parceria com a APAE. Hoje ela está no jardim B, já está caminhando e sua fala melhorou consideravelmente, é uma criança muito participativa e a aceitação da turma e da escola é ótima esta inclusão é a prova de que dá certo é só não ter medo do desafio.

 

 

 

 

 

 

Segue abaixo as avaliações que fiz desta aluna no primeiro e segundo

semestre de 2008.

 

AVALIAÇÃO DO PRIMEIRO SEMESTRE

 

A aluna adaptou-se com muita tranqüilidade ao grupo escolar, todos da turminha têm imenso carinho por ela. Às vezes os colegas querem ajudá-la e por ela ser muito independente isso a incomoda, então a professora Fátima  e a Franci conversam com a (.....) para que compreenda e não se zangue. Também  é pedido aos colegas que a deixem mais livre, pois, (......)não gosta que fiquem fazendo as coisas por ela. Aos poucos estão conseguindo compreender e aceitar que o fato dela ser especial não impede que consiga realizar as tarefas solicitadas pela professora. Claro que o jeito dela fazer é diferente, mas o seu empenho e dedicação são admiráveis.

 

Quando algo diferente acontece na escola que foge da rotina, ou seja, em datas comemorativas ou visitação de pessoas estranhas ela fica ansiosa, necessita estar sempre perto da professora. A aluna tem uma capacidade de compreensão muito boa, se está fazendo algo que sabe que não deve, por exemplo, sentar-se sobre a mesa, ou ficar dispersando os colegas na hora da contação de história no tapete, quando lhe chamamos a atenção, imediatamente compreende. Quando morde algum colega logo lhe dá um abraço querendo desculpar-se. Vale lembrar que as mordidas ocorrem raramente quando está muito zangada.

 

Utiliza o banheiro adequadamente sempre com ajuda de um acompanhante. Raramente deixa escapar o xixi, já consegue segurar os esfíncteres. Durante o lanche e fruta alimenta-se sozinha, solicita repetição e sempre aceita o que lhe é oferecido.

 

Percebe-se uma melhora significativa em seu desenvolvimento motor e cognitivo desde o  início do semestre. Está conseguindo apoiar-se com mais equilíbrio quando saímos para caminhar e em alguns momentos quando fica a vontade se solta e dá alguns passos sozinha. Durante a realização de trabalhos com tinta enquanto não pinta tudo o que foi pedido não desiste é uma criança persistente, sempre vai até o fim da atividade e se alguém quer concluir para ela (.........) não deixa de jeito nenhum. Em relação à fala também observo melhoras, pois consegue articular algumas palavras, porém com dificuldades na pronúncia, são elas: sim, não, quero, xixi, profe, mãe...

 

(.........) é muito amada por nossa turminha e sua presença fez com que os colegas se tornassem mais compreensivos e tranqüilos querendo acompanhar o ritmo dela que é uma criança calma e querida. Desejamos que a (.....) se desenvolva cada vez mais e desafie seus limites e potencialidades no próximo semestre, assim como tem feito desde que iniciou aqui na U.E. I Dr. Décio. Que Deus te proteja.

 

Um carinhoso beijo da professora Fátima e da Franci

 

 

 

NÚMERO DE DIAS LETIVOS: 102 DIAS

NÚMERO DE FALTAS DO SEMESTRE: 42 FALTAS

 

AVALIAÇÃO DO SEGUNDO SEMESTRE

 

(................)

 

Durante este semestre a turminha aproveitou e curtiu muito cada momento que passaram juntos aqui na U.E. I Dr. Décio, pois se tornaram verdadeiros amigos, pequenos conflitos que ocorriam no início do ano foram superados e realmente aprenderam a conviver melhor assim como era o objetivo do nosso projeto de aprendizagem. As tardes aqui na escola foram maravilhosas com muitos passeios, brincadeiras, atividades, aprendizagens, diversão, criatividade e fantasia. O projeto de estudo envolveu o cuidado com o meio ambiente. Com o cultivo e plantio na Horta da escola tive a intenção que os alunos pusessem em prática tudo que aprenderam em sala de aula e nas saídas de campo, estendendo para a família, especialmente mudando hábitos de alimentarem-se obtendo mais aceitação por verduras e frutas. E o cuidado e separação do lixo também foram temas importantes que abordamos. Na realização de experiências envolvendo o crescimento das plantas, importância da luz, dos tipos de solo, da água, do ar, formando hábitos em relação ao ecossistema, acredito que a criança, "brincando, observando e experimentando", poderá crescer como um cidadão crítico e consciente de que a vida em nosso planeta depende do esforço individual e coletivo. Uma pequena sementinha foi plantada este ano, basta cultiva-la e a família incentivar para que hábitos como alimentação saudável, cuidados com a higiene e com o lixo, convívio harmônico com a natureza e com as pessoas não se percam com o passar dos anos.

 

A (...............)  teve poucas participações  neste semestre em virtude de problemas particulares, mas nos dias que veio à aula demonstrou ainda mais segurança e um excelente  crescimento motor e cognitivo. Começou a caminhar e esta foi uma conquista vitoriosa muito importante  tanto para ela quanto para nós que acompanhamos sua trajetória  aqui na escola deste o M2.

 

É importante que (..............)   continue sendo estimulada pela escola, pela Apae e pela família, reconhecendo e valorizando suas habilidades e conquistas, para que siga buscando gradativamente um crescimento de sua autonomia e segurança alcançando o sucesso na vida escolar e particular.

 

Desejo a ela férias bem divertidas( vou sentir saudades) e que no próximo ano continue sua caminhada de descobertas e conquistas no JNB. Parabéns a mãe pelo empenho e dedicação que demonstra pela (.............) , um grande beijo no coração de todos e um FELIZ NATAL, fiquem com Deus.

Com carinho professora Fátima e Auxiliar Danusa.

 

 

Número de dias letivos:

Faltas do semestre:

 

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Escolas da rede municipal de Sapiranga,  educação infantil e a inclusão com parceria com o NAE e a APAE

 

Trabalho na rede municipal de educação infantil em uma escola com cerca de 400 alunos entre 2 e 5 anos, nossa escola atende 8 crianças de inclusão com síndrome de down, paralisia cerebral , problemas motores surdo e cego, temos uma professora que fez curso de braile e os alunos com problemas de visão são passados para turma dela. A nossa proposta pedagógica aponta que somos uma escola inclusiva, mas até este ano pouca coisa se fazia para ajudar no trabalho dos professores com estes alunos. Neste ano o município está fazendo uma parceria com a APAE e a fonoaudióloga e a fisioterapeuta da APAE acompanham os alunos que freqüentam a escola regular fazendo um trabalho em parceria com as professoras. Também temos o NAE que atende crianças com NEES, mas são poucas vagas e muitas vezes fazemos o encaminhamento dos alunos e o ano termina e nem os chamam para atendimento neste sentido a gente percebe o descaso do poder público que não agililiza a ampliação destes atendimentos, pois certamente não são chamados porque não tem vaga para atende-los no NAE, está situação nos deixa muito apreensivas lá na escola, pois sabemos das necessidades de nossos alunos, mas não tem quem trabalhe com eles e forma mais eficaz. 

 

INSTITUIÇÕES DO MUNICÍPIO DE SAPIRANGA QUE ATENDEM PNEES

APAE

Rua João Luderitz, 319, Centenário Sapiranga - RS 

A APAE tem como missão promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias, direcionadas a melhoria de qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.

DIRETORA: Rejane Moz 

TOTAL DE ALUNOS ATENDIDOS EM 2009: 120 atendidos 

ESCOLA ESPECIAL: 44 alunos 

CAE - CENTRO DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO: 45 (inclusos) 

CLÍNICA: 31 alunos

ÁREA TÉCNICA: na área técnica que conta com profissionais capacitados na área de serviço social, psicologia, fonoaudiologia, estimulação precoce, fisioterapia, neuropediatria. Além do atendimento individualizado e grupal ao cliente da Instituição. 

A APAE AINDA OFERECE: 

CICLOS DE APRENDIZAGEM: espaços e intervenções a fim de construir conhecimentos que possibilitem a autoria do pensamento no seu processo de criar, construir e aprender para que cheguem à alfabetização. 

PROJETOS: esportes, expressão e dança, inclusão, empresa indusiva, literatura, psicopedagogia inicial, arte e artesanato, laboratórios de aprendizagem. 

PROJETOS INCLUSÃO:  parceria com a SMED, escolas municipais, creches municipais e escolas estaduais. Nesse projeto alunos municipais participam dos projetos oferecidos pela Instituição e tem acompanhamento clínico e pedagógico. Alunos da escola são encaminhados para escolas municipais de acordo com a série que estão aptos a frequentar.

Parcerias: APAE Sapiranga, SMED e EMEF Pastor Rodolfo Saenger.

Clientela do EJA: alunos que frequentam a APAE, divididos em duas turmas. As idades dos alunos variam de 18 a 34 anos.

Módulo 1 - 8 alunos

Módulo 2 - 12 alunos

As aulas acontecem nas segundas, terças e quintas-feiras à noite, das 18h45min às 21h45min.

Os profissionais são cedidos pelo município e as orientações e o respaldo legal são repassados via SMED, através da coordenadora do EJA, senhora Ilca Barros.

As orientações pedagógicas são feitas na APAE, através de reuniões e supervisões individuais.

NÚCLEO DE ATENDIMENTO AO EDUCANDO – NAE

O NAE foi criado em março de 2006. É mantido pela Secretaria de Educação de Sapiranga. Em março de 2008, o Núcleo passou a desenvolver suas atividades na EMEF Waldemar Carlos Jaeger.

Atualmente, o NAE atende em torno de 130 alunos oriundos das escolas municipais de Sapiranga, encaminhados pelas professoras e por uma avaliação da psicopedagoga itinerante através de uma ficha de encaminhado. Os alunos que ingressam no NAE apresentam dificuldades de aprendizagem, distúrbios de conduta, deficiência física, hidrocefalia, autismo, síndrome de sperger, síndrome de west, transtorno desafiador de oposição, deficiência mental leve, hiperatividade e outros. As crianças participam de oficinas e projetos no contraturno da escola, duas vezes por semana.

O objetivo do NAE é resgatar nos alunos a auto-estima, desenvolver diferentes habilidades e capacidades, assegurando o respeito em relação ao ritmo e as limitações de cada um.

Além do NAE, Núcleo de Atendimento ao Educando, temos o Pólo de Deficiências Visuais na EMEF 1º de Maio, que atende 4 cegos e 4 crianças de baixa visão. Duas destas crianças estudam na 5ª série e, em função de possuirem vários professores, eles recebem um atendimento individualizado, com uma professora qualificada. A escola está sendo adequada com livros, impressora braille, máquina de escrever em braille, material de matemática adaptado, entre outros. Os alunos recebem como apoio o transporte municipal.

 Informações encontradas no site da APAE Sapiranga

www.sapiranga.apaebrasil.org.br

 

AS LEIS SOBRE DIVERSIDADE / INCLUSÃO

Várias leis e documentos internacionais estabeleceram os Direitos das pessoas com deficiência no nosso país. Relação de  alguns deles:

1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um".

 

1989

LEI Nº 7.853/89

Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa.

 

 

1990

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA)

Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular. 

1994

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA

O texto, que não tem efeito de lei, diz que também devem receber atendimento especializado crianças excluídas da escola por motivos como trabalho infantil e abuso sexual. As que têm deficiências graves devem ser atendidas no mesmo ambiente de ensino que todas as demais.

1996

LEI E DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LBD)

A redação do parágrafo 2o do artigo 59 provocou confusão, dando a entender que, dependendo da deficiência, a criança só podia ser atendida em escola especial. Na verdade, o texto diz que o atendimento especializado pode ocorrer em classes ou em escolas especiais, quando não for possível oferecê-lo na escola comum.

2000

LEIS Nº10.048 E Nº 10.098

A primeira garante atendimento prioritário de pessoas com deficiência nos locais públicos. A segunda estabelece normas sobre acessibilidade física e define como barreira obstáculos nas vias e no interior dos edifícios, nos meios de transporte e tudo o que dificulte a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios de comunicação, sejam ou não de massa.

2001

DECRETO Nº3.956 (CONVENÇÃO DA GUATEMALA)

Põe fim às interpretações confusas da LDB, deixando clara a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência. O acesso ao Ensino Fundamental é, portanto, um direito humano e privar pessoas em idade escolar dele, mantendo-as unicamente em escolas ou classes especiais, fere a convenção e a Constituição.

 

 

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 

Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.

FONTE DE PESQUISA:

REVISTA NOVA ESCOLA - EDIÇÃO AGOSTO 2007

 

 

ESTUDO DE CASO

 

Nesta Interdisciplina vocês irão realizar individualmente uma atividade que inicia na Semana 1, da Unidade: Sujeitos e se encerrará ao final de Semana 3, da Unidade: Práticas Pedagógicas em Educação Inclusiva. A atividade consiste na realização de uma pesquisa, com um sujeito com necessidades educacionais especiais através de registro escrito em forma de relato (relatório narrativo). A cada semana estaremos solicitando que sejam acrescentados/das dados/informações novos/as a estes  "Estudos de Caso", relativos aos aspéctos trabalhados em cada Unidade. Todas as leituras e produções realizadas durante esta interdisciplina " EDUA026 - Educação de Pessoas Com Necessidades Educacionais Especiais", nas diferentes unidades que a compõem, podem e devem contribuir para sua escrita.  Nessa direção, apontamos a construção de um "Estudo de Caso" de um determinado sujeito do cotidiano de sua prática pedagógica para compor parte da avaliação desta disiciplina.

A seguir algumas informações sobre Estudo de Caso:

 

- O QUE É UM ESTUDO DE CASO?

 

O estudo de caso é uma forma particular de estudo compreendida no universo das pesquisas qualitativas que possui características muito específicas.

1.O estudo de caso visa à descoberta. Parte de alguns pressupostos que orientam a coleta inicial de dados, mas o professor-pesquisador deve estar atento a elementos que podem emergir como importantes durante o estudo, aspectos não previstos, dimensões não estabelecidas a priori.

 

2. O estudo de caso enfatiza a interpretação em contexto. Há de ser valorizado o contexto, o meio em que este sujeito está inserido e suas características mais marcantes.

 

3. O estudo de caso procura representar os diferentes e, às vezes, conflitantes pontos de vista presentes numa situação social. O professor-pesquisador busca explicitar os princípios que orientam as suas representações e interpretações através de relatos dos informantes que podem ser familiares, amigos, vizinhos ou colegas da escola, por exemplo, do sujeito em questão.

 

MEU ESTUDO DE CASO

 

Escreverei sobre uma menina que estuda na escola onde trabalho ela tem 4 anos e está no jardim nível A. ela está na escola desde o ano passado e a professora do maternal 3 constatou que ela não falava, mas a mãe negava dizia que era só ali pois em casa a menina falava de tudo, então a profe pensou que poderia ser timidez , um trauma...Enfim, nada foi feito durante aquele ano, no final do ano a mãe veio contar que havia mentido e que procurou um médico e a criança foi encaminhada ao fonoaudiólogo. Este ano a professora dela irá fazer uma entrevista com a mãe, mas pelo que já me adiantou a mãe disse que está levando a filha em POA no fono e que ainda não deu resultado pelo menos na escola. Tudo que a menina quer ela aponta e não emite nenhum son, quando cantam musiquinhas na rodinha a criança gesticula igual a profe, mas não sai vóz. Ainda não sei se é um caso de inclusão, mas estamos investigando. Conversei com a menina só nós duas e pelo que percebi o problema está mais ligado as emoções e não a ela ser muda, ela tentou me falar alguma coisa, mas o que deu para entender era que ela queria xixi, justamente para fugir da conversa( ou não?) Não me sinto preparada para dizer se é ou não muda, pois pelo que sei todo mudo é surdo e ela escuta muito bem. A menina não estava sendo tratada pelo NAE que é o orgão responsável de sapiranga, pois estavam em falta de fonoaudiólogo o que é uma lástima e um descaso público.( em construção)

 

 

1) Dados de identificação do sujeito

Nome: x

Idade: 4 anos

Escolaridade: jardim nível A pré-escola

Nível sócio econômico: classe pobre

Profissão dos pais: industriários

 

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS COGNITIVAS

 

Esta menina em relação aos demais na turma tem o desenvolvimento um pouco mais lento, quando sugeridas as atividades pela professora ela demora mais a entender e a professora deve pega-la no braço e mostrar o que é para fazer. Ela ainda está na fase das garatujas e tem dificuldade para se expressar graficamente dentro do espaço solicitado. A professora falou que nas atividades de educação física ela tem melhorado significativamente, faz os movimentos solicitados, mas tem que ser lembrada a fazer, a profe deve dizer seu nome e solicitar que faça e também quando cantam com gestos a menina pega rápido e imita direitinho, entretanto não produz som.  Quando tem que usar a expressão oral fica travada e se envergonha ficando encolhida e se negando a participar. Por exemplo, quando alguém lhe faz algo que a incomoda, não reclama e não se defende, só bate na professora e aponta o colega que a incomodou.

  •  Comportamentos observáveis na escola sobre:

- relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;

 

A aluna tem um ótimo relacionamento com a professora e colegas, os amigos estão sempre se prontificando a  ajudá-la no que for preciso, levá-la ao banheiro, auxiliando nas atividades...

 

 

- questões de aprendizagem, ;

 

Assim como já relatei, esta criança em relação a faixa etária em que se encontra é pouco lenta ao realizar as atividades propostas, mas esta sempre recebendo apoio e incentivo da professora e colegas.

 

- movimentos para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);

A escola está se movimentando, já conseguiram uma auxiliar para turma, chegou ontem 16/06, mas em relação a adapatações ainda não observei nada.

 

 

- movimentos para a inclusão do aluno; e- envolvimento da família no processo de inclusão escolar.

È possivel observar uma preocupação da professora com o problema da menina, no entanto a família não demonstra interesse, pois a profe cobra com frequência para se mobilizem na busca por ajuda fora da escola regular e os pais não se preocupam, falam que ainda é cedo e que a menina irá falar, ainda não fala porque é muito pequena, no entanto ela já tem cinco anos.

 

 

Estudo de Caso

 

     A avaliação na educação infantil é em forma de parecer discritivo do aluno, observo que há uma preocupação muito grande em relação as avaliações realizadas pelas professoras da escola em que atuo, inclusive na reunião pedagógica deste mês a coordenadora abordou este assunto conosco. falamos sobre a importância de não omitir os fatos em relação aos alunos, mas também ter o máximo de cuidado ao realizarmos nossos escrita referente a tal aluno, pra não deixa-lo marcado com muitas consideraçoes negativas, pois a avaliação é um documento que muitos guardam para sempre. E que no futuro estes alunos já grandes, quando abrirem seu baú de recordações possam ter doces lembranças do tempo de sua infância.

     "A chamada Educação Inclusiva apresenta-se no atual panorama educacional como a síntese de novas releituras a respeito das concepções mais tradicionais que, normalmente, tem definido critérios e pré-requisitos para compreender os processos de aprendizagem que ocorrem no educando e, consequentemente, as demandas da escola para permitir o “avanço” destes alunos." No caso da educação infantil, o aluno não necessita acalçar determinados objetivos para avançar seu nível, é necessário somente estar em idade adequada ao nível em se encontra. Portanto a dificuldade em realizar uma avaliação dos alunos de inclusão me parece ser menor do que a dos professores do ensino fundamental. 

Penso que a  formação continuada em serviço, que dentre inúmeras finalidades permite ao professor aprender a lidar com classes heterogêneas, com conteúdos curriculares diferenciados e adaptados, utilizando estratégias de ensino, de acordo com as necessidades específicas destes alunos. Neste processo, compete ao professor envolver-se e procurar conhecer profundamente o seu aluno. Este é um ponto crucial, pois a partir deste conhecimento mútuo surgirão novas possibilidades de ação baseadas em relacionamentos mais cuidadosos e consistentes.

 

 

Comments (2)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 7:57 pm on Apr 20, 2009

Fátima, na minha experiência constatei que a ajuda, a participação dos pais, na caminhada do seu filho é muito importante, ele se sente seguro, protegido.A menina mostra garra, vontade de melhorar, de aprender, continua enfrente, e a familia a apoia e procurando recursos para senão curar, amenizar o problema da filha.
Abraços
Maria del Carmen

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 9:44 pm on May 26, 2009

Oá, Fátima,a menina realizas as atividades sugeridas?, podes nos contar um pouco mais?
Abraços
Maria del Carmen

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